Fundada em 2011 por Pedro Sousa Silva, a Arte Minima é um ensemble português dedicado à música dos séculos XV, XVI e XVII, com foco na redescoberta do património musical português. Trabalha directamente sobre fontes primárias (manuscritos e impressos), sem mediação de edições modernizadas, numa abordagem filológica que articula teoria musical, instrumentos e práticas de afinação históricas, procurando compreender e recriar as linguagens do passado.
Após uma década de actividade em palcos de referência nacionais, a Arte Minima consolidou presença internacional com estreias em Madrid (Festival Internacional de Arte Sacro, 2024) e Helsínquia (Aurore Festivaali, 2025), e com apresentação em Nápoles (Fondazione Turchini, Junho de 2025; Tengo Genio). Os programas cruzam repertório português e ibérico com eixos europeus que iluminam contextos, circulação e prática, mantendo um perfil de investigação artística ancorado na leitura directa das fontes.
A discografia inclui In Splendoribus (2021), com peças inéditas das Sés de Braga e do Mosteiro de São Bento da Vitória (Porto), e Francisco de Santa Maria — Missa O Beata Maria (2023), lançado pela Pan Classics. Em 2025, o grupo iniciou a edição fonográfica faseada da integral dos motetes de Vicente Lusitano (Liber Primus Epigramatum, 1551), também pela Pan Classics, projecto previsto concluir em 2026.
O impacto crítico dos concertos e gravações tem sido amplamente reconhecido. No Público, Diana Ferreira atribuiu ★★★★½ e destacou o gesto curatorial de «servir o sublime em pequenas doses», qualificando o concerto como «um belíssimo momento de fruição». Em França, a France Musique assinalou: «Un très beau disque qui m'a passionné.» Na imprensa especializada, a Diapason escreveu: «Ici la sagesse domine, dessinant des entrelacs somptueux dans un esprit musica secreta», e Johan van Veen (MusicWeb International) sublinhou: «The performances are admirable. The ensemble is outstanding.»
Os álbuns da Arte Minima têm recebido destaque em rádios, podcasts e sites internacionais, com destaques na Presto Music, BBC Radio 3, Radio France e programas dedicados na Antena 2 — Musica Aeterna, SWR2 Kultur (Alemanha), na ERT Trito Programma — Ars Nova (Grécia), na Concertzender — Nuove Musiche (Holanda), na LRT Klasika — Ars musica (Lituânia), WTJU 91.1 FM (EUA) e no podcast Semibreve, de César Viana.
Para além da actividade concertística, a Arte Minima tem promovido projectos — nomeadamente Na Memória dos Sons e Temp(l)o Revisitado — que estreiam reportórios e exploram formas alternativas de comunicação com o público, num modelo mais próximo da visita guiada do que do concerto.
A Arte Minima tem recebido apoio continuado de instituições como a Direcção-Geral das Artes, Fundação GDA, Câmara Municipal do Porto, Caixa Geral de Depósitos (Prémio Caixa Cultura), CCDRN / Direcção Regional de Cultura do Norte, CESEM, ESMAE-IPP, Instituto Politécnico do Porto, PORTIC e Antena 2.


